Tertúlia "Neglicência e maus Tratos na Infância, o que ainda está por fazer"

semanaaberta1 dia1Após as atividades do dia da criança nas Creches, Jardim de Infância e CATL da Misericórdia de Arcos de Valdevez foi a vez dos adultos pensarem na forma como tratam as mesmas.

Para abordar a temática foram convidados o Prof. Doutor António Fonseca da Universidade Católica Portuguesa, e Prof.ª Doutora Catarina Ribeiro, do Instituto de Medicina Legal do Porto.

Agradecendo o convite feito pela Misericórdia de Arcos de Valdevez, os oradores tiveram como mote de partida três casos verídicos e recentes, retirados da imprensa nacional, todos com um elemento comum: maus tratos a crianças. Contudo, o extracto social e o tipo de violência diferiam.

Segundo dia da Semana Aberta dedicado à Ãrea da Saúde

semanaaberta1 dia31Pelas 21h30 min, no auditório do Hospital de S. José profissionais de diferentes quadrantes, utentes, familiares e colaboradores, juntaram-se para a sessão “Cuidados Paliativos – 3 anos, 3 experiências”. Os oradores foram o Prof. Doutor Manuel Luís Capelas, do Observatório Português de Cuidados Paliativos, a Enfermeira Diana Isabel Sequeira, da Equipa Domiciliária de Cuidados Paliativos – Humanizar e a Enfermeira Isabel Carvalho, como familiar. Esta sessão foi mediada pela Enfermeira Vânia Afonso.

O Prof. Doutor Manuel Luís Capelas iniciou a sua intervenção referindo a importância desta temática, uma vez que todos têm o direito de viver os últimos dias de forma digna. Além disso, é importante “normalizar” a temática da morte uma vez que é das poucas certezas com que nascemos. Devido à forma como ensinam a lidar com a doença e, principalmente com a dor, à necessidade de adaptação da vida familiar, aos sentimentos existentes, entre outras funções, justifica-se a existência destas equipas. Por fim, disse que é muito importante a equipa ser multidisciplinar para dar resposta à dimensão holística. Terminou a sua intervenção com o lema para 2017 “Não deixemos ninguém a sofrer para trás”.

A Mensagem do Provedor

provedorIniciou a segunda edição da “Semana Aberta” da Santa Casa da Misericórdia de Arcos de Valdevez, a qual se reveste de grande importância para a Instituição. O conjunto de iniciativas que serão realizadas visam abrir a Santa Casa à comunidade, dando a conhecer as inúmeras atividades que quotidianamente são levadas a cabo nos diversos domínios. Igualmente, ao longo da semana, serão realizadas conferências, com reputadas personalidades do meio académico, visando aprofundar temáticas como os “Cuidados Paliativos”, a “Negligência e os maus tratos na infância”, assim como a “Demência nos Idosos- cuidar mais que um ato, é uma atitude”. Estas abordagens permitem desenvolver uma reflexão no seio instituição, assim como interagir com a comunidade para problemas que nos são próximos, apesar de muitas vezes esquecidos ou ignorados. A componente cultural, associada à raiz cristã da Santa Casa, envolve-nos também no aprofundamento das nossas raízes culturais bem patentes no património da Instituição, como é visível no trabalho que nos vai ser apresentado hoje sobre os 420 Anos da Igreja da Misericórdia, assim como nas inúmeras publicações que tem sido editadas sobre o património cultural da Santa Casa. Este trabalho só é possível com o empenhamento e abnegação dos Mesários da Instituição, o qual penhoradamente agradeço. Agradecimento extensivo à dedicação que os Mesários Dr. Lúcia Afonso e Dr. Paulo Castro tem dedicado à publicação da Revista Caminhos, que a Santa Casa tem anualmente editado, sempre com enorme qualidade. O trabalho desenvolvido ao longo de cerca de treze anos só foi possível com a colaboração de toda a Irmandade, e a dedicação e esforço desenvolvido por Mesas Administrativas envolvidas no espírito de servir a Instituição e a sua terra. Estou convicto que o caminho percorrido foi importante para a Santa Casa, mas teve um efeito incisivo, e um contributo essencial, para a coesão social a nível concelhio, quer na diversidade de serviços que são prestados, alguns não existiam no concelho, assim como no impacto positivo da empregabilidade criada, com grande percentagem de recursos qualificados. Apesar das dificuldades encontradas, e olhando aos resultados obtidos, valeu a pena fazer este percurso com todos aqueles que acreditaram que era possível chegar aqui.

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