Perante os desafios que o presente nos coloca, a questão demográfica, onde a natalidade e o envelhecimento sobressaem, prognostica enormes problemas e bloqueios futuros. Portugal entre 2011 e 2018 perdeu 2,52% da sua população que corresponde a 265 781 pessoas. Somos o sétimo país que mais população perdeu na União Europeia segundo o Eurostat. A Região Norte teve uma quebra populacional de 3.11%. O Alto Minho perdeu um pouco mais do dobro, ou seja 5,40%, que corresponde a menos 13 195 pessoas. O distrito tem hoje pouco mais de 230.000 pessoas. Longe vão os tempos em que eramos 250.000 habitantes no Alto Minho. Melgaço tem uma perda populacional de 10,87%, seguindo-se Arcos de Valdevez com 7.66%. Residem hoje no concelho 20 970 pessoas segundo os dados do INE. Como podemos verificar o país, a Região Norte e o distrito, em todos os seus concelhos, perdem população.
A taxa de natalidade era em 2011 de 9,2%, descendo para 8,5% em 2018, sendo em 1960 de 24,1%. O declínio da natalidade no país tem aumentado o problema demográfico.
A recessão demográfica é um problema há muito constatada por várias instâncias do Estado, à qual não foi dada resposta, ao contrário do verificado em muitos outros países com políticas efetivas de apoio à natalidade e ao envelhecimento. A continuar esta perda demográfica Portugal estará reduzido em 2080 a 7,5 milhões de pessoas. Este é um problema grave com enormes consequências futuras a vários níveis, nomeadamente na produção de riqueza e criação de bem-estar.
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